Depois da beatifica��o dos Pastorinhos
F�tima � cada vez mais o centro da Igreja em Portugal (?)


Se atendermos aos peregrinos que ali chegam de toda a parte do pa�s, e ao longo de todo o ano, teremos de concluir que F�tima � um lugar privilegiado de encontro. Pois, a devo��o das pessoas brota do seu interior, dum cora��o crente, e antecede qualquer organiza��o. Tomou-se habitual ver passar os peregrinos, por volta do dia 13 de cada m�s...; e, em cada fim de semana, h� peregrinos a chegar.
Al�m disso, as peregrina��es organizadas por dioceses, par�quias, movimentos e fam�lias religiosas, confirmam o que acima fica dito.
� mar�, portanto, de sublinhar a afirma��o conhecida: F�tima "imp�s-se ao pa�s, gra�as � Mensagem de Nossa Senhora. Mas aconteceu, assim, por via da interpela��o e da liberdade: quereis? ... Este convite repetia-o Nossa Senhora aos Pastorinhos, sempre que lhes fazia propostas novas: de ora��o, de sacrif�cio, de apostolado. E, pouco a pouco, foi-os atraindo e foi contagiando o pa�s. Agora, com a beatifica��o do Francisco e da Jacinta, a assinatura da Igreja fica, solenemente autenticada. Resta-nos agradecer o encanto da vida daquelas crian�as, t�o atentas �s necessidades dos outros. O seu exemplo permanece como um convite dirigido aos mais pequenos, passando tamb�m pelos jovens e adultos, como pela vida da L�cia, sua prima e vidente ainda viva.
Entretanto, o centro da Igreja, em Portugal, � menos geogr�fico e mais sacramental. Coincide com "Jesus escondido" na Eucaristia, como gostavam de Lhe chamar os Pastorinhos. E pela Eucaristia come�ou a ac��o do Anjo, na Loca do Cabe�o. Depois, Francisco e Jacinta, quando a L�cia vinha de comungar, rodeavam-na em atitude de afecto e desagravo. Como o disc�pulo amado, encostado ao peito de Jesus, na �ltima Ceia! De facto, a Mensagem de Nossa Senhora volta as crian�as para o essencial e o essencial � Cristo. Ent�o, o geogr�fico e o sacramental, de alguma maneira coincidem em F�tima.
Importa, mesmo assim, sublinhar alguns aspectos da vida dos Pastorinhos, que nos aproximam desse ponto. Primeiramente, um comportamento generoso que desaconselha todo o ego�smo (e isto, em crian�as � muito de notar). Depois, um zelo pela convers�o dos pecadores, acompanhado da reza do Ter�o e de muitas priva��es volunt�rias, que excede a compreens�o de muitos adultos. E, ainda, uma capacidade de medita��o e de contempla��o que os aproximava dos grandes m�sticos.
Ora bem, estes sinais ajudam a credibilizar as apari��es e h�o-de atrair, ap�s a beatifica��o, mais peregrinos e a Igreja de Portugal e do mundo, ao Santu�rio de F�tima. Nesse sentido, F�tima � mais o "centro".

D. Augusto C�sar
Bispo de Portalegre-Castelo Branco