�� F�tima, Adeus!� - 13 de Maio de 1982


Queridos irm�os e irm�s:
Chegou para mim o momento de deixar F�tima, a fim de continuar a minha viagem apost�lica, a minha miss�o pastoral na vossa p�tria.
Vim para um MAGNIFICAT convosco, presente ao longo de todos os actos e cerim�nias desta peregrina��o; foi Nossa Senhora a presidir; eu, como seu filho, irm�o entre irm�os, participei para confirmar a minha fraternidade na f� e, como sucessor do Ap�stolo S�o Pedro, para ser arauto e porta-voz da M�e de Deus e nossa M�e, proclamando a miseric�rdia do Alt�ssimo, o mist�rio da rela��o da justi�a com o amor divino, manifestado em Jesus Cristo, morto e ressuscitado (cf. Enc. Dives in Misericordia, 5).
Comecei a peregrina��o com o c�ntico da miseric�rdia de Deus no cora��o; e, ao partir, quero dizer-vos que a minha alma continua a vibrar com esse c�ntico; e �cantarei perpetuamente as miseric�rdias do Senhor� (SI. 89 (88), 2), no coro da gera��o actual da Igreja, que tem a M�e da divina miseric�rdia como primeira solista. Com o sacrif�cio do pr�prio cora��o, sobretudo aos p�s da Cruz, Ela teve uma singular participa��o na revela��o da miseric�rdia; Ela quer levar-nos sempre, pelos caminhos da miseric�rdia, � esperan�a: a �Jesus Cristo, nossa esperan�a� (1 Tim. 1, 1).
Viemos aqui orar, em atitude de amor agradecido ao �Senhor que � misericordioso e compassivo� (Tgo. 5,11). Sentindo quanto precisamos, pessoalmente, continuar a apelar para a miseric�rdia divina, implor�mos: �Perdoai-nos, Senhor, as nossas ofensas� (cf. Mt 6,12); e sentindo, profundamente, quanto os homens da nossa �poca o ofendem e o rejeitam, rez�mos, com Cristo na cruz: �Pai, perdoai-lhes, porque n�o sabem o que fazem� (Lc. 23, 34). Mas or�mos tamb�m, movidos por um impulso de amor para com todos os homens, nossos irm�os, sem excep��o, desejando o bem verdadeiro para cada um deles: crian�as, jovens, adultos, pais de fam�lia, velhinhos e doentes, onde quer que se encontrem em todas as latitudes da terra. E querer�amos que eles o soubessem. Sim, desejar�amos que a toda a fam�lia humana conhecesse �o dom de Deus � (cf. Jo. 4, 10), em Jesus Cristo, o dom do amor e da miseric�rdia, e se sentisse impelida a cultivar a miseric�rdia, indeclin�vel caminho da paz, a ouvir a Palavra, que continua a ecoar nesta montanha de F�tima, proveniente da montanha da Galileia: �Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcan�ar�o miseric�rdia� (Mt. 5,7).
Viver� �sempre em minha alma�, podeis estar certos, �este grito imortal -o F�tima, adeus�, depois de aqui termos elevado juntos as nossas s�plicas, guiados pela f�, pela esperan�a e pela caridade. Chegou a hora da separa��o. Mas eu creio que vamos continuar muito unidos no amor de Cristo, ao partirmos com a alegria de ter cumprido um imperativo desse amor, com a nossa �penit�ncia e ora��o�.
Estou profundamente agradecido a todos os que vos empenhastes e trabalhastes, com af� e entusiasmo, aqui em F�tima, para organizar nos m�nimos pormenores esta peregrina��o. Fizestes tudo, certamente, para glorificar a Deus e por devo��o a Nossa Senhora; mas ter� influ�do tamb�m o amor ao Papa. Muito obrigado a todos!
E para que se conserve e se renove sempre a alegria deste encontro, ao dizer-vos �adeus�, �at� quando Deus quiser�, dou-vos com a minha b�n��o, esta lembran�a de despedida da M�e: �Fazei tudo o que Ele - Cristo - vos disser!� N�o esque�ais!
ABEN�OE-VOS DEUS TODO-PODEROSO, PAI E FILHO E ESPIRITO SANTO!
Rezem pelo Papa! Adeus! At� � pr�xima!